Pacientes do Maranhão dificultam a logística do combate à Covid-19 em Parnaíba

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Conforme apurado pelo Portal GP1 neste domingo (17/05), o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), da cidade de Parnaíba, conta atualmente com 14 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados por pacientes infectados com Covid-19 do Estado do Maranhão.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), por meio de sua assessoria de comunicação, rebateu a informação, afirmando que 5 pacientes do Maranhão, e não 14, estão em leitos de UTI em Parnaíba. Ainda de acordo com a Sesapi, o Comitê de Operações Emergenciais (COE) será consultado para saber como proceder nessas situações.
Historicamente, os pacientes da região do Baixo-Parnaíba Maranhense (Araioses, Água Doce, Magalhães de Almeida, Santana, Santa Quitéria e São Bernardo) sempre abarrotaram o sistema de saúde da cidade de Parnaíba, no Piauí, pelo fato de o lado maranhense não suprir as necessidades básicas de saúde dessa população.
Se em “tempos de paz”, os maranhenses precisavam recorrer a recursos humilhantes, como ter de comprovar, de forma ilegal, residência fixa em Parnaíba, neste momento de guerra contra o coronavírus, a situação se complica ainda mais.
A cidade de Araioses, que é a maior da região, é a que deveria prover o suprimento dessas necessidades, especialmente pelo fato de possuir dois hospitais e um deles ser “Regional”. Porém, infelizmente, na prática, isso não acontece e os próprios pacientes araiosenses têm de procurar o Estado vizinho até mesmo para os procedimentos mais básicos.
Uma cidade com aproximadamente 50 mil habitantes, que deveria ser referência para as outras cinco da região, que somam mais 100 mil, totalizando cerca de 150 mil pessoas, na prática, não consegue atender o básico na área da saúde (assim como nas demais). Araioses não conta, sequer, com um único leito de UTI para atender a sua própria população em um momento de crise de saúde pública como a que estamos passando.

Restrição em Teresina

Na capital piauiense, o prefeito Firmino Filho (PSDB) restringiu o acesso dos pacientes maranhenses aos serviços de saúde da cidade.
A decisão de Firmino levou em conta o fato de grande parte dos pacientes atendidos ser de outros estados, sobretudo do Maranhão. A proibição foi publicada no Decreto Municipal Nº 19.741, que estabelece medidas para permitir a retomada do funcionamento dos estabelecimentos de saúde.
“Fica proibido qualquer tipo de prestação de serviço para não residentes do Estado do Piauí, excetuando-se os pacientes regulados pela Central de Regulação do Sistema Único de Saúde”, diz o documento. Para que sejam atendidas, as pessoas deverão comprovar residência no Estado do Piauí”.

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