Professores de Araioses ainda estão com o salário de dezembro e as férias de julho de 2018 atrasados

O vídeo da professora indignada viralizou nos grupos e redes sociais de Araioses; o áudio no qual o prefeito falava, na campanha eleitoral de 2016, sobre as suas propostas para a educação do município, foi massivamente compartilhado entre os araiosenses [disponíveis na reportagem, acima].
Isso, por conta de a prefeitura municipal estar em débito com os professores de Araioses desde meados do ano passado, com férias e o pagamento de dezembro de 2018 pendentes. A repercussão de um comunicado divulgado pela prefeitura, que trata sobre a uma decisão judicial, também trouxe toda essa discussão à tona.
Segundo o informe, o Sindicato dos Servidores Públicos de Araioses ajuizou uma Ação de Cobrança de Reajuste, com base no Piso Nacional da Educação, que condenou o município ao pagamento das diferenças salariais referentes ao reajuste do piso dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2012.
Entretanto, ainda segundo a publicação, a Ação determina que o piso seja calculado no vencimento inicial para o profissional em início de carreira que possui uma carga horária de 20 horas semanais, devendo ser de metade do valor do piso.
Segundo os professores e o SINDSEPMA, sindicato da categoria, na prática, isso se traduz na diminuição dos salários dos profissionais dos níveis II, III e IV. Antônio José, o presidente do SINDSEPMA, exime o sindicato da responsabilidade da suposta diminuição dos salários e alerta para a possibilidade de uma greve geral dos professores, que impossibilitará o início do ano letivo de 2019, que está previsto para começar no dia 11/02.
Manoel da Polo, vice-prefeito de Araioses que rompeu com o governo de Dr. Cristino, diz que a prefeitura tem sim capacidade para efetuar todos os pagamentos.
O secretário de comunicação de Araioses disse ao Panorama que:

Não há fundamento na informação de que será feita redução no dos professores. Desde que houve esse fato [decisão judicial], não houve ainda pagamento, o que impossibilitou aos professores constatar que os salários não sofreram diminuição. Dessa forma, os servidores poderão constatar em seus contracheques que não houve redução alguma.
Por fim, reitera-se a missão da atual gestão em continuar seu trabalho de buscar manter os salários dos servidores em dias, mesmo diante da falta de recursos suficientes para o pagamento total de todos os servidores

Reportagem e edição de vídeo: Jonatan Aguiar
Imagens: Isaac Carvalho

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